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• 07/04/2026 - terça-feira

PREFEITO MENTE SOBRE ORÇAMENTO

Dados do TCE provam que há margem
para reajuste digno aos Servidores

Em um discurso contundente na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Guarulhos nesta segunda (6), o presidente do Stap, Pedro Zanotti Filho, denunciou a Prefeitura por usar uma falsa justificativa financeira para negar a valorização do funcionalismo. Enquanto o Governo municipal alega que não há orçamento para conceder um reajuste digno e justo aos Servidores, documentos oficiais do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) provam exatamente o contrário.

A diretoria do Sindicato analisou o relatório de Instrução do Período (Processo TC. 6716/989/24) do TCE-SP, que avalia as contas da cidade. O documento mostra que conceder um aumento real aos trabalhadores está muito longe de ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ao contrário do que a gestão tenta fazer a categoria acreditar.

A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que o limite máximo de gastos com pessoal é de 54% da Receita Corrente Líquida. No entanto, os números oficiais revelam que a Prefeitura fechou o ano passado muito abaixo desse teto. No último quadrimestre avaliado (dezembro/2025), a despesa com pessoal consumiu apenas 37,62% da receita. Ao longo de todo o ano, a média patinou na casa dos 37% e 38%.

Diante dos vereadores e da população, Pedro Zanotti Filho não poupou críticas à postura da Administração.

"A Prefeitura senta na mesa de negociação e tenta nos convencer de que não há dinheiro, usando a Lei de Responsabilidade Fiscal como desculpa para não dar o reajuste digno que o Servidor merece. Mas nós fomos atrás dos números oficiais. A lei fala em um limite de 54% para atingir, mas Guarulhos bateu uma média de apenas 38% no ano passado. O prefeito está faltando com a verdade para esconder que a falta de valorização é uma escolha política, e não falta de dinheiro."

O próprio relatório do Tribunal de Contas atesta a folga no caixa: o órgão fiscalizador informa categoricamente que "a despesa total com pessoal não superou o limite previsto", ressaltando que não houve sequer a necessidade de emissão de alerta para a Prefeitura nesse quesito. A Receita Corrente Líquida do município ultrapassou os R$ 6,4 bilhões, garantindo ampla margem para absorver a justa recomposição salarial da categoria.

Para o Stap, a matemática do TCE encerra qualquer debate sobre a "falta de verba". O Sindicato reforça que o Servidor, que carrega a cidade nas costas e garante o atendimento à população guarulhense, não aceitará migalhas baseadas em narrativas falsas.

"Nós provamos na Tribuna que conceder um reajuste decente não vai quebrar a Prefeitura e não vai ferir a LRF. Se o dinheiro existe e a lei permite, a única coisa que falta é vontade e respeito com os Servidores. Vamos continuar cobrando até que a verdade dos números se transforme em dinheiro no bolso do trabalhador."

O Stap orienta toda a base a se manter unida e mobilizada. Contra os números oficiais do Tribunal de Contas não há argumentos. A luta por um reajuste digno continua!

Clique no link e leia o Processo (TC. 6716/989/24) do TCE-SP, que avalia as contas da cidade
stapguarulhos.org.br/sites/arquivos/downloads/processotc.6716_989_24.pdf

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