Stap: entidade criada pela base e a serviço de toda a categoria
A ditadura militar, implantada no Brasil em 1964, proibiu a sindicalização dos servidores pú blicos. Mas os servidores resistiram e, por meio das associações de classe, buscaram manter a categoria unida, lutando pela volta da democracia.
Foi uma luta árdua, pois a grande conquista veio se dar apenas em 1988, com o advento da Constitui ção da República, que restabeleceu o Estado de Direito e devolveu ao servidor o direito à livre associação sindical.
Em Guarulhos, a categoria se rearticulou rapidamente, fundando o Sindicato dois meses após a reconquista do direito à sindicalização. Dia 2 de dezembro de 1988, nascia o Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública Municipal de Guarulhos – STAP, abrangendo todos os setores da administração ou seja, Prefeitura, SAAE, IPREF, Câmara Municipal e Proguaru. A entidade logo se filiou à CUT.
Provisoriamente, com sede na Associação dos Servidores (ASMMEG), os servidores puseram em marcha uma longa jornada de lutas em favor do servidor municipal, iniciando, também, uma era de conquistas.
Primeira conquista: A primeira foi a sede própria, na Avenida Esperança 840, Vila Progresso, onde permanece até hoje.
Mas a trajetória de nossa entidade não foi só de vitórias. O Stap, ao longo de sua hist ória, enfrentou diversos problemas. Um deles aconteceu em 28 de outubro de 1989, por meio de interven ção no Sindicato, devido a problemas administrativos. Foram foram nomeados os seguintes interventores: Edmir de Azevedo , João Carlos Biagini, Hélio Lopes Araújo, Darcio Pitorri, Valdecir de O. Pinto e Paulo Sérgio Rodrigues Alves.
A intervenção levou a diretoria da época a se reunir no Sindicato dos Trabalhadores na Ind ústria da Alimentação (Rangando), utilizando suas instalações como base para continuar atendendo os trabalhadores. A intervenção durou até dezembro de 1991. O Presidente do Sindicato à época era o Sr. Sebastião Almeida e a primeira diretoria eleita em 1992 foi:
Chapa União – 1992 - 1994 Sebastião Alves de Almeida – Presidente e diretoria: Reginaldo Sobral de Mello, Rosangela A. Terranova, Gilberto Calixto, Wagner Stort, dentre outros. Em sua gestão Almeida, elaborou um novo estatuto para a entidade, alterando o mandato de dois para três anos.
Gestão: União – 1994 - 1997 Com a reeleição da chapa União manteve-se a mesma linha de trabalho com Sebastião Almeida – presidente e na diretoria: Élson Roberto de Souza, Erotildes L. Ferreira, Ulisses da Silva, É lson de Souza Moura, Gilberto Calixto.
Gestão: União – 1997- 2001 Neste ano Almeida deixa a presidência, assume em outro cargo e passa a ser o novo Presidente o Sr. Pedro Moys és S. Filho e os seguintes diretores Cristiane Silva, Erotildes L. Ferreira.
Gestão: União – 2001- 2004 Muda novamente o Presidente do Sindicato desta vez o presidente é o Sr. Paulo Victor Novaes e diretoria: Jos é Nascimento, Márcia Simone A. dos Santos, etc. Esta diretoria se desentendeu e rachou, formando mais um bloco de oposição interna.
Gestão: Servidor na Luta! - 2004 – 2006 Após vários anos de gestão, a chapa União perdeu as eleições para a oposi ção. Essa chapa (Servidor na Luta!) contava com alguns ex-diretores da diretoria União, tendo como encabeçador o Sr. Élson de Moura, que se tornou presidente com a vitória da chapa.
Essa gestão também teve alguns desentendimentos internos, resultando em racha da diretoria, culminando no plebiscito para desfiliação da entidade à CUT e à Federação – FETAM.
A categoria optou pela desfiliação em agosto de 2005. O Sindicato, então, se tornou independente, sem filiação formal a uma Central Sindical. Eleição 2005 marca virada histórica e filiação à Força SindicalA eleição de 2005 foi muito disputada, com cinco chapas inscritas. A decisão se deu em segundo turno. A vitória ficou com a chapa Ação e Reconstrução, com ampla vantagem sobre a chapa cutista.
As diretorias anteriores pleitearam voltar ao comando da categoria. Todas elas já haviam estado na dire ção do Stap. Já a Chapa 2 nunca havia tido envolvimento com as dire ções anteriores. Essa independência em relação a gestões passadas fortaleceu a Chapa 2, a única de oposição, que ganhou o apoio maciço da categoria.
Vale registrar que a Ação e Reconstrução, liderada por Francisco Jair de Souza Lima, Servidor há 12 anos e lotado na Defesa Civil, contou com apoio da Força Sindical e de vários Sindicatos independentes. Essa junção de forças criou condições para a vitó ria e uma virada histórica nos rumos da entidade.
A atual diretoria, livre de compromissos partidários e independente frente à Administração Municipal, já acumula várias conquistas para os Servidores Públicos Municipais, sinalizando uma trajetória de vitórias para o funcionalismo. |